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O cansaço que não vem do corpo

 Há um cansaço que não se resolve com descanso. Podemos dormir mais horas, desligar o despertador, abrandar o ritmo dos dias, e ainda assim ele permanece. Não se instala nos músculos nem se manifesta em dores físicas evidentes. É um cansaço silencioso, quase invisível, que se acumula por dentro, feito de pensamentos não resolvidos, emoções adiadas e palavras que nunca chegaram a ser ditas. É o cansaço de estar sempre a tentar ser suficiente. De tentar corresponder às expectativas dos outros, de manter uma imagem estável quando por dentro algo já começou a ruir. É o desgaste de viver em permanente adaptação, de moldar quem somos ao que esperam de nós, mesmo quando isso nos afasta da nossa verdade interior. Este cansaço nasce quando nos afastamos de nós próprios. Quando ignoramos os sinais subtis que o interior nos envia, em nome da rotina, da produtividade ou da urgência constante do mundo exterior. O corpo continua, cumpre, responde. Mas a mente e o coração vão ficando para trás,...

O cansaço que não vem do corpo

Vivemos ocupados para não pensarmos

Palavras que salvam dias difíceis

Há livros que não se leem — vivem-se

Quando um livro nos entende melhor do que as pessoas

Nem tudo o que sentimos cabe numa conversa

Quando escrever é a única forma de dizer a verdade

Quando um livro nos encontra no momento certo

Por que é tão difícil dizer o que sentimos?

O silêncio das palavras

A solidão moderna: um mal silencioso num mundo sempre ligado

Quando a escrita cura: porque escrever é também um ato de sobrevivência

Porque continuamos a procurar sentido nas palavras

Porque a escrita ainda importa num mundo tão rápido