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Apresentados

Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós?

Nem todos os livros são terminados. Alguns ficam a meio. Abandonados numa página qualquer, num capítulo que nunca voltamos a abrir. Ficam ali, como se estivessem em pausa, à espera de um momento que talvez nunca chegue. E isso levanta uma questão interessante: Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós? À primeira vista, pode parecer apenas uma questão de gosto. O livro não cativou, não era o momento certo, não correspondeu às expectativas. E, muitas vezes, é exatamente isso. Mas, por vezes, há algo mais. Há livros que não conseguimos terminar não porque são maus, mas porque não estamos preparados para eles. Não naquele momento. Não naquela fase da vida. A leitura é um encontro. Entre o livro e o leitor. E esse encontro depende de vários fatores: o estado emocional, o momento pessoal, a maturidade, a disponibilidade interior. Um mesmo livro pode ter impactos completamente diferentes em momentos distintos da vida. O que hoje não faz sentido, amanhã pode tornar-se essen...

Vivemos online, mas sentimo-nos offline

Estamos sempre ligados.

Mas nem sempre conectados.

Falamos com mais pessoas, temos mais acesso, mais interação. Mas, apesar disso, cresce uma sensação difícil de ignorar: a de desconexão.

Vivemos online, mas sentimo-nos offline.

As interações tornaram-se rápidas, superficiais, fragmentadas. Falamos muito, mas nem sempre comunicamos. Partilhamos, mas nem sempre nos mostramos.

Há uma diferença entre presença digital e presença real.

Podemos estar disponíveis o tempo todo… e ainda assim sentir falta de ligação. Porque conexão não é quantidade — é profundidade.

O mundo digital aproxima-nos à distância, mas pode afastar-nos na proximidade.

E, no meio de tantas interações, pode surgir uma sensação estranha: a de estar rodeado… e ainda assim sozinho.

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