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Apresentados

A importância de dar nome às emoções

 Dar nome às emoções parece simples. Mas não é. Identificar o que sentimos exige atenção. Exige pausa. Exige honestidade. E muitas vezes não estamos habituados a isso. Mas quando conseguimos dar nome ao que sentimos, algo muda. O que era confuso torna-se mais claro. O que era pesado torna-se mais compreensível. O que era disperso começa a organizar-se. Nomear não resolve tudo. Mas ajuda a compreender. E compreender é o primeiro passo para lidar. Muitas vezes não sofremos apenas pelo que sentimos. Sofremos por não saber o que estamos a sentir. E talvez seja por isso que a linguagem interior é tão importante. Porque aquilo que conseguimos nomear… deixa de ser apenas um peso invisível.

O impacto do telemóvel no silêncio interior

O silêncio tornou-se raro.

Não porque o mundo seja mais ruidoso, mas porque já não o permitimos. Sempre que surge um momento de pausa, recorremos ao telemóvel. Preenchemos o vazio antes que ele exista.

O problema é que o silêncio não é vazio.

É no silêncio que pensamos. Que sentimos. Que organizamos o que está dentro de nós. Mas, ao evitá-lo constantemente, perdemos esse espaço interior.

O telemóvel tornou-se uma extensão da nossa atenção.

Sempre disponível, sempre presente, sempre pronto a ocupar qualquer intervalo. E, aos poucos, deixamos de saber estar sem ele.

Mas o custo disso é alto.

Perdemos momentos de reflexão. Perdemos contacto connosco. Perdemos a capacidade de simplesmente estar.

Talvez não precisemos de eliminar o ruído.
Talvez precisemos apenas de reaprender o silêncio.

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