Pesquisar neste blogue
Um espaço onde partilho escrita, reflexões sobre literatura e os caminhos que encontro entre livros e ideias — o meu ponto de encontro com as palavras e comigo mesmo.
Apresentados
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Estamos viciados em distração?
Nunca tivemos tanto acesso à informação — e nunca estivemos tão distraídos.
Saltamos de aplicação em aplicação, de vídeo em vídeo, de pensamento em pensamento. Tudo é rápido, imediato, constante. Não há pausas. Não há silêncio. E, talvez por isso, já nem sabemos estar connosco próprios.
A distração tornou-se um hábito.
Começa de forma inocente. Um momento de descanso, uma pausa curta. Mas rapidamente se transforma num ciclo contínuo. Sempre que surge um momento de vazio, preenchemo-lo. Sempre que aparece silêncio, interrompemo-lo.
Mas o que estamos realmente a evitar?
A distração não é apenas entretenimento. Muitas vezes é fuga. Fuga ao pensamento, às emoções, ao desconforto de estar presente. Enquanto estamos distraídos, não precisamos de sentir profundamente nem de refletir.
O problema é que, ao evitar esse contacto, afastamo-nos de nós próprios.
A mente habitua-se ao estímulo constante. E, quando ele desaparece, surge inquietação. O silêncio passa a incomodar. Pensar torna-se difícil. Estar presente torna-se raro.
Talvez não estejamos apenas ocupados.
Talvez estejamos viciados em não parar.
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Mensagens populares
A solidão moderna: um mal silencioso num mundo sempre ligado
- Obter link
- X
- Outras aplicações
Porque continuamos a procurar sentido nas palavras
- Obter link
- X
- Outras aplicações