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Um espaço onde partilho escrita, reflexões sobre literatura e os caminhos que encontro entre livros e ideias — o meu ponto de encontro com as palavras e comigo mesmo.
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Quantas versões de nós mostramos ao mundo?
Somos diferentes em contextos diferentes.
Falamos de forma distinta consoante a pessoa. Reagimos de forma diferente consoante o ambiente. Adaptamo-nos.
E isso é natural.
Mas até que ponto deixamos de ser autênticos?
Quantas versões de nós mostramos ao mundo?
Existe a versão profissional. A versão social. A versão familiar. E, muitas vezes, uma versão interna que poucos conhecem.
Gerir essas versões pode ser cansativo.
Exige atenção, adaptação, controlo.
E, com o tempo, pode criar distância entre aquilo que somos e aquilo que mostramos.
Não se trata de ser sempre igual em todos os contextos.
Mas de não perder a essência.
Porque, no meio de tantas versões, há algo que deve permanecer constante: quem somos de verdade.
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