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Apresentados

Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós?

Nem todos os livros são terminados. Alguns ficam a meio. Abandonados numa página qualquer, num capítulo que nunca voltamos a abrir. Ficam ali, como se estivessem em pausa, à espera de um momento que talvez nunca chegue. E isso levanta uma questão interessante: Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós? À primeira vista, pode parecer apenas uma questão de gosto. O livro não cativou, não era o momento certo, não correspondeu às expectativas. E, muitas vezes, é exatamente isso. Mas, por vezes, há algo mais. Há livros que não conseguimos terminar não porque são maus, mas porque não estamos preparados para eles. Não naquele momento. Não naquela fase da vida. A leitura é um encontro. Entre o livro e o leitor. E esse encontro depende de vários fatores: o estado emocional, o momento pessoal, a maturidade, a disponibilidade interior. Um mesmo livro pode ter impactos completamente diferentes em momentos distintos da vida. O que hoje não faz sentido, amanhã pode tornar-se essen...

Nem sempre evoluir significa melhorar

Estamos habituados a associar evolução a melhoria.

Mas nem sempre é assim.

Nem toda a mudança nos torna melhores. Nem todo o crescimento é positivo. Às vezes evoluímos… mas afastamo-nos de quem éramos de forma essencial.

Adaptamo-nos ao mundo. Ajustamo-nos às circunstâncias. Mas, nesse processo, podemos perder partes importantes de nós.

E isso levanta uma questão importante:

Estamos a evoluir… ou apenas a adaptar-nos?

Melhorar implica alinhamento. Implica crescer sem perder identidade. Implica tornar-se mais consciente, mais equilibrado, mais verdadeiro.

Mas nem toda a evolução segue esse caminho.

Há evoluções que são apenas respostas ao ambiente. Que nos tornam mais eficientes, mais rápidos, mais produtivos… mas não necessariamente mais realizados.

Por isso, talvez o verdadeiro desafio não seja evoluir.

Seja evoluir na direção certa.

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