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Um espaço onde partilho escrita, reflexões sobre literatura e os caminhos que encontro entre livros e ideias — o meu ponto de encontro com as palavras e comigo mesmo.
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O peso das expectativas que criamos
Grande parte da pressão que sentimos não vem de fora.
Vem de dentro.
Criamos expectativas sobre nós próprios. Sobre aquilo que devemos ser, fazer, alcançar. Definimos metas, padrões, objetivos. E, muitas vezes, colocamos neles um peso maior do que aquilo que conseguimos suportar.
Queremos corresponder a uma ideia idealizada de nós.
Mas essa ideia nem sempre é realista.
Esperamos estar sempre bem. Sempre produtivos. Sempre claros. Sempre no controlo. E, quando isso não acontece, surge frustração.
Sentimo-nos insuficientes.
Mas talvez o problema não esteja em nós.
Talvez esteja na forma como definimos essas expectativas.
Nem sempre nos damos espaço para falhar. Para abrandar. Para simplesmente estar.
Exigimos evolução constante. Progresso contínuo. Resultados visíveis.
Mas o crescimento nem sempre é assim.
Há fases de pausa. De dúvida. De aparente estagnação. E isso também faz parte.
Quando não aceitamos essas fases, criamos um conflito interno. Lutamos contra o nosso próprio ritmo.
E isso desgasta.
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