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Apresentados

Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós?

Nem todos os livros são terminados. Alguns ficam a meio. Abandonados numa página qualquer, num capítulo que nunca voltamos a abrir. Ficam ali, como se estivessem em pausa, à espera de um momento que talvez nunca chegue. E isso levanta uma questão interessante: Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós? À primeira vista, pode parecer apenas uma questão de gosto. O livro não cativou, não era o momento certo, não correspondeu às expectativas. E, muitas vezes, é exatamente isso. Mas, por vezes, há algo mais. Há livros que não conseguimos terminar não porque são maus, mas porque não estamos preparados para eles. Não naquele momento. Não naquela fase da vida. A leitura é um encontro. Entre o livro e o leitor. E esse encontro depende de vários fatores: o estado emocional, o momento pessoal, a maturidade, a disponibilidade interior. Um mesmo livro pode ter impactos completamente diferentes em momentos distintos da vida. O que hoje não faz sentido, amanhã pode tornar-se essen...

O peso das expectativas que criamos

Grande parte da pressão que sentimos não vem de fora.

Vem de dentro.

Criamos expectativas sobre nós próprios. Sobre aquilo que devemos ser, fazer, alcançar. Definimos metas, padrões, objetivos. E, muitas vezes, colocamos neles um peso maior do que aquilo que conseguimos suportar.

Queremos corresponder a uma ideia idealizada de nós.

Mas essa ideia nem sempre é realista.

Esperamos estar sempre bem. Sempre produtivos. Sempre claros. Sempre no controlo. E, quando isso não acontece, surge frustração.

Sentimo-nos insuficientes.

Mas talvez o problema não esteja em nós.

Talvez esteja na forma como definimos essas expectativas.

Nem sempre nos damos espaço para falhar. Para abrandar. Para simplesmente estar.

Exigimos evolução constante. Progresso contínuo. Resultados visíveis.

Mas o crescimento nem sempre é assim.

Há fases de pausa. De dúvida. De aparente estagnação. E isso também faz parte.

Quando não aceitamos essas fases, criamos um conflito interno. Lutamos contra o nosso próprio ritmo.

E isso desgasta.

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