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Apresentados

Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós?

Nem todos os livros são terminados. Alguns ficam a meio. Abandonados numa página qualquer, num capítulo que nunca voltamos a abrir. Ficam ali, como se estivessem em pausa, à espera de um momento que talvez nunca chegue. E isso levanta uma questão interessante: Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós? À primeira vista, pode parecer apenas uma questão de gosto. O livro não cativou, não era o momento certo, não correspondeu às expectativas. E, muitas vezes, é exatamente isso. Mas, por vezes, há algo mais. Há livros que não conseguimos terminar não porque são maus, mas porque não estamos preparados para eles. Não naquele momento. Não naquela fase da vida. A leitura é um encontro. Entre o livro e o leitor. E esse encontro depende de vários fatores: o estado emocional, o momento pessoal, a maturidade, a disponibilidade interior. Um mesmo livro pode ter impactos completamente diferentes em momentos distintos da vida. O que hoje não faz sentido, amanhã pode tornar-se essen...

Sentir em silêncio também é sentir

 Nem todos os sentimentos precisam de ser expressos.

Há emoções que ficam dentro. Que não são ditas. Que não são explicadas.

E isso não significa que sejam menos reais.

Sentir em silêncio também é sentir.

Nem sempre conseguimos traduzir o que está dentro. Nem sempre encontramos palavras. Nem sempre há espaço ou momento para partilhar.

E isso é normal.

O silêncio emocional não é ausência de sentimento.

É apenas ausência de expressão.

Há momentos em que o interior é demasiado complexo para ser verbalizado. Outros em que simplesmente não faz sentido explicar.

E isso não diminui a intensidade do que sentimos.

Porque sentir não depende de ser dito.

Depende de existir.

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