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Apresentados

A pressão de ter de saber o que queremos da vida

Desde cedo, somos incentivados a decidir. O que queremos ser. Que caminho seguir. Que escolhas fazer. Como se fosse possível saber tudo isso com clareza. Mas a verdade é que nem sempre sabemos. E isso é normal. A pressão de ter tudo definido pode ser pesada. Faz-nos sentir perdidos quando não temos respostas. Faz-nos questionar constantemente as nossas decisões. Mas a vida não é estática. Aquilo que queremos hoje pode não ser o mesmo amanhã. Aquilo que faz sentido agora pode mudar com o tempo. E isso não significa falta de direção. Significa crescimento. Talvez não seja necessário saber exatamente o que queremos. Talvez seja suficiente ir descobrindo.

O peso das palavras que nunca ouvimos

Há palavras que nunca chegam até nós.

Não porque não sejam ditas em geral, mas porque não são ditas a nós.

Palavras simples.

“Estou orgulhoso de ti.”
“Estou aqui contigo.”
“Percebo-te.”

Palavras que podem parecer pequenas, mas que têm um impacto profundo.

A ausência dessas palavras também pesa.

E esse peso nem sempre é visível.

Vai-se acumulando ao longo do tempo, moldando a forma como nos vemos, como nos relacionamos, como interpretamos o mundo.

Às vezes, não sentimos apenas falta do que nos disseram.

Sentimos falta do que nunca ouvimos.

E isso influencia mais do que imaginamos.

Porque aquilo que ouvimos — ou não ouvimos — também constrói a nossa perceção de valor.

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