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Apresentados

Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós?

Nem todos os livros são terminados. Alguns ficam a meio. Abandonados numa página qualquer, num capítulo que nunca voltamos a abrir. Ficam ali, como se estivessem em pausa, à espera de um momento que talvez nunca chegue. E isso levanta uma questão interessante: Os livros que não terminamos dizem algo sobre nós? À primeira vista, pode parecer apenas uma questão de gosto. O livro não cativou, não era o momento certo, não correspondeu às expectativas. E, muitas vezes, é exatamente isso. Mas, por vezes, há algo mais. Há livros que não conseguimos terminar não porque são maus, mas porque não estamos preparados para eles. Não naquele momento. Não naquela fase da vida. A leitura é um encontro. Entre o livro e o leitor. E esse encontro depende de vários fatores: o estado emocional, o momento pessoal, a maturidade, a disponibilidade interior. Um mesmo livro pode ter impactos completamente diferentes em momentos distintos da vida. O que hoje não faz sentido, amanhã pode tornar-se essen...

Há sentimentos que só aparecem quando paramos

 Nem todos os sentimentos surgem no meio do caos.

Alguns só aparecem quando tudo abranda.

Durante o dia, estamos ocupados. A mente está cheia de tarefas, estímulos, responsabilidades. Há pouco espaço para parar e sentir.

E, por isso, muita coisa fica em segundo plano.

Mas quando finalmente paramos — mesmo que por pouco tempo — algo muda.

O silêncio começa a revelar aquilo que o movimento esconde.

Sentimentos que estavam lá, mas não tinham espaço para emergir. Pensamentos que estavam dispersos, mas não tinham forma. Emoções que estavam presentes, mas não tinham atenção.

E isso pode ser desconfortável.

Porque parar significa encontrar aquilo que evitámos durante o dia.

Mas também pode ser libertador.

Porque só conseguimos compreender verdadeiramente aquilo que conseguimos observar.

E parar é isso:

Observar o interior.

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